online 1
Os brasileiros que estavam no Chile durante o terremoto que atingiu o país no último sábado (27) começaram a voltar para casa nesta quarta-feira (3) e reclamaram muito da falta de assistência que receberam da embaixada brasileira. “Tivemos muita assistência da equipe do hotel em que estávamos hospedados, mas a embaixada não nos ajudou em nada”, conta a psicóloga Adriana Albuquerque, que chorou muito na chegada a São Paulo. O G1 entrou em contato com a embaixada brasileira do Chile, em Santiago, e foi informado, por meio de sua assessoria de imprensa, que não iria se pronunciar sobre o assunto.
“É um choro de alívio. O Brasil é o melhor país do mundo. Na hora do terremoto, estávamos no 12º andar do hotel, de frente para as Cordilheiras dos Andes. Ouvi aquelas explosões, começou a tremer tudo, a televisão caiu no chão. Estou chorando desde aquele dia”, afirmou Adriana, que passou a madrugada numa fila improvisada no aeroporto de Santiago para conseguir embarcar.
A farmacêutica Elizabeth da Silva também criticou a falta de ajuda da embaixada. “Não tivemos auxílio e não fomos tratados de forma apropriada. Havia 43 brasileiros no nosso grupo e não recebemos nenhuma atenção. Tivemos que pedir ajuda às pessoas que conhecíamos. O presidente falou que estava dando a devida assistência [a quem estava no Chile] e não foi verdade.”
Ela conta, ainda, que alguns profissionais da área de saúde foram chamados para ajudar no atendimento a brasileiros. “Não havia feridos, a maioria tinha algum problema emocional. Queria acolhimento”, ela afirma. “Quero deixar um apelo ao nosso governo para que estruture as embaixadas para esses momentos de sofrimento. Nos sentimos órfãos.”
O administrador Roberto Lima, que estava em Santiago em férias, definiu o atendimento da embaixada brasileira como “péssimo”. “Fiquei esperando por eles, mas o atendimento foi péssimo. Os funcionários lá estão perdidos. Tive sorte com a companhia aérea, por isso consegui voltar”, contou.
Visualizar Impressão